Remédios na viagem à final: o que a Anvisa libera na volta
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Na volta da final em Montevidéu, a Anvisa só libera remédios de uso pessoal; controlados exigem receita e cigarro eletrônico é barrado em qualquer quantidade.
Quem vai a Montevidéu para a final da Libertadores e precisa levar remédio deve saber que a Anvisa só aceita, na volta ao Brasil, medicamentos para uso pessoal. Os de controle especial também exigem receita médica na quantidade da viagem. As regras estão no manual de importação da agência, publicado em agosto de 2025, que trata da bagagem acompanhada, aquela que o viajante leva no mesmo ônibus, avião ou barco em que viaja.
O cuidado vale também para quem pensa em comprar remédio ou aparelho de saúde no Uruguai. Tudo o que entra no país passa pelas mesmas regras sanitárias, e a fiscalização pode interditar o que estiver irregular.
O que a Anvisa permite trazer na bagagem?
Segundo o manual, o viajante pode trazer bens novos ou usados para uso ou consumo pessoal, desde que sejam compatíveis com a viagem. Eles não podem conter substâncias proibidas pela Anvisa nem se destinar a terceiros, ao comércio ou à prestação de serviço. Entre os itens liberados estão:
- medicamentos que não tenham uso ou importação proibidos no Brasil e sejam para uso pessoal;
- cosméticos, perfumes e produtos de higiene sem substâncias proibidas;
- alimentos e suplementos sem ingredientes vetados pela agência;
- dispositivos médicos de uso leigo, como glicosímetro, medidor de pressão, inalador, nebulizador e aparelho para apneia do sono. Nesses casos, a fiscalização pode pedir o manual do fabricante que autoriza o uso leigo.
Remédio controlado precisa de receita?
Sim. Para os medicamentos de controle especial da Portaria 344/98, a Anvisa exige receita médica na quantidade suficiente para o uso individual. Nos demais remédios, a autoridade sanitária pode pedir a prescrição se achar necessário para confirmar que o uso é próprio. Por isso, o mais seguro é levar a receita mesmo quando o remédio não é controlado.
Produtos derivados de cannabis seguem uma regra própria. O viajante precisa apresentar a prescrição médica e a cópia da autorização de importação emitida pela própria Anvisa.
O que não pode entrar no Brasil de jeito nenhum?
O manual lista o que é vetado na bagagem acompanhada. Os pontos que mais interessam ao torcedor são estes:
- cigarros eletrônicos, chamados de dispositivos eletrônicos para fumar, além de acessórios, peças e refis, em qualquer quantidade;
- medicamentos com substâncias de uso proscrito, da lista F da Portaria 344/98, como o THC. Eles não podem entrar nem em pequenas quantidades;
- produtos comprados para revender ou trazidos para outra pessoa;
- produtos com substâncias proibidas pela agência.
Ficam de fora, portanto, o "remédio para um amigo" e as caixas a mais para revender.
E se a Anvisa barrar o produto na chegada?
O item interditado na bagagem acompanhada é encaminhado para destruição. Mesmo assim, o viajante pode pedir a revisão da decisão. De acordo com o manual, o recurso deve ser enviado pelo sistema SEI-Anvisa em até 30 dias corridos, contados a partir do primeiro dia útil depois da assinatura do Termo de Interdição, e precisa trazer os fundamentos do pedido. Se a decisão for revista, o viajante recebe um e-mail com as orientações para liberar o produto. Se não for, o recurso segue para as instâncias superiores da agência.
O que isso significa para quem quer viajar
Vale montar a farmácia de viagem antes de sair de casa. Leve só a quantidade de que vai precisar, mantenha os remédios na embalagem original e guarde a receita junto deles, principalmente se forem controlados. Quem usa aparelho como glicosímetro ou medidor de pressão também pode levar o manual do fabricante. Na volta, deixe o cigarro eletrônico de fora da mala e não traga encomendas de remédio para outras pessoas, porque esses dois casos estão entre os vetos do manual.
A Caravana do Verdão é um portal independente. Não tem vínculo com o Palmeiras, a Conmebol nem empresas de transporte, e não vende viagens nem ingressos. Este guia resume regras públicas da Anvisa. Em caso de dúvida sobre um medicamento específico, o caminho é consultar os canais oficiais da agência antes do embarque.