Power bank no voo para Montevidéu: o que a ANAC permite na final
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Quem embarca para a final pode levar até dois power banks, só na bagagem de mão e com até 100 Wh sem autorização. Recarregar a bordo é proibido pela ANAC.
Quem vai de avião para a final da Libertadores em Montevidéu precisa conhecer as regras da ANAC para carregadores portáteis. Desde abril de 2026, cada passageiro pode levar no máximo dois power banks, sempre na bagagem de mão. Os aparelhos com mais de 160 Wh são proibidos. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União e anunciadas pela agência em 24 de abril, segundo o Diário do Nordeste.
O tema pesa para o torcedor. Em viagem de jogo, o celular faz quase tudo: guarda o ingresso digital, abre o mapa, chama o transporte e serve para falar com a família. Por isso muita gente leva bateria extra na mochila. Saber as regras evita perder o carregador no raio-x ou ter problema no embarque.
O que mudou nas regras da ANAC?
A ANAC revisou a Instrução Suplementar 175-001, que trata do transporte de artigos perigosos em voos, conforme informou a Catraca Livre. A nova versão segue as especificações da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Segundo a agência, o objetivo é "reduzir o risco de incêndios em cabine", porque baterias de lítio podem falhar e superaquecer.
A Catraca Livre lembra que a revisão veio depois de um caso em janeiro de 2026: um power bank explodiu num voo entre São Paulo e Brasília, e o avião fez um pouso fora do previsto em Ribeirão Preto (SP).
Quantos power banks o torcedor pode levar e onde?
As regras divulgadas pela ANAC e descritas nas duas reportagens são estas:
- Quantidade: até dois power banks por passageiro.
- Local: só na bagagem de mão. Não é permitido despachar o carregador na mala que vai no porão.
- Até 100 Wh: transporte liberado.
- De 100 Wh a 160 Wh: exige autorização prévia da companhia aérea.
- Acima de 160 Wh: proibido. O aparelho tem de ser descartado antes do embarque.
- Proteção: os terminais devem estar isolados, ou o carregador deve ir na embalagem original, para evitar curto-circuito.
A capacidade em Wh costuma vir impressa no próprio aparelho. Se o power bank não informar esse dado, vale confirmar com a companhia antes de ir para o aeroporto.
Pode usar o power bank durante o voo?
Recarregar o próprio power bank a bordo é proibido, inclusive nas tomadas e entradas USB do avião, de acordo com a Catraca Livre. A ANAC também recomenda não usar o carregador para abastecer celular ou tablet durante o voo. O Diário do Nordeste descreve esse ponto como recomendação, e não como proibição.
Na prática, o melhor é sair de casa com o celular e o power bank carregados e deixar a recarga para depois do pouso.
O que isso significa para quem quer viajar
A final será em 28 de novembro, no Estádio Centenário, e muitos palmeirenses vão encarar voos cheios nessa data. Antes de fechar a mochila, confira a capacidade de cada bateria, não leve mais de duas e tire os carregadores da mala que vai ser despachada.
A ANAC também orienta o passageiro a consultar a companhia aérea antes de viajar. Cada empresa pode adotar regras mais rígidas, com base na própria avaliação de risco. Isso vale também para a volta: no trecho de Montevideo para o Brasil, siga o que a companhia que opera o voo informar.
O Caravana do Verdão é um portal independente. Não vende passagens nem pacotes e não tem vínculo com companhias aéreas, com o clube ou com a Conmebol. As informações deste guia vêm das regras da ANAC publicadas em abril de 2026, conforme noticiadas pela imprensa.