IOF no cartão em Montevidéu: quanto o torcedor paga de imposto
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Compras com cartão internacional, cartão pré-pago e compra de dólar ou peso em espécie pagam IOF de 3,5%. Veja como calcular o custo antes de ir à final.
Quem vai a Montevideo para a final da Libertadores paga IOF de 3,5% quando usa o cartão de crédito ou de débito internacional, carrega um cartão pré-pago ou compra moeda estrangeira em espécie. Segundo a Agência Brasil, desde 2025 essa é a mesma alíquota para todas essas operações de gastos pessoais. Saber isso antes de embarcar ajuda o torcedor a decidir como levar o dinheiro e a calcular quanto a viagem vai custar de verdade.
Quanto é o IOF para quem gasta no Uruguai?
A alíquota é de 3,5% sobre a operação de câmbio. De acordo com a Agência Brasil, ela vale para:
- compras com cartão de crédito internacional;
- compras com cartão de débito internacional;
- carga de cartão pré-pago internacional;
- cheques de viagem para gastos pessoais;
- compra de moeda estrangeira em espécie.
Antes da mudança, segundo a mesma reportagem, os cartões pagavam 3,38% e a compra de moeda em espécie pagava 1,1%. Com a unificação, comprar dólar ou peso em espécie deixou de ter imposto menor que o cartão.
Um texto publicado em setembro de 2026 pela consultoria Toexceed confirma que essas operações continuam sujeitas a 3,5%. Como o IOF é definido por decreto, o governo pode mudar a alíquota. Por isso, vale conferir a regra de novo perto da data da viagem.
De onde veio essa regra?
O aumento veio de um decreto presidencial publicado em 11 de junho de 2025. O Congresso suspendeu os efeitos desse decreto, e o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal. Segundo o STF, o ministro Alexandre de Moraes, relator da ADC 96 e das ADIs 7827 e 7839, devolveu a validade ao decreto em julho de 2025. Ficou de fora só a parte sobre operações de "risco sacado", que não afeta o turista.
Na prática, a alíquota de 3,5% sobre os gastos pessoais no exterior voltou a valer. De acordo com o tribunal, a liminar ainda seria analisada pelo plenário.
Como calcular o imposto antes de viajar?
A conta básica é simples: valor da compra convertido em reais vezes 3,5%. Alguns exemplos:
- R$ 500 em gastos geram R$ 17,50 de IOF;
- R$ 1.000 geram R$ 35;
- R$ 2.000 geram R$ 70.
O custo final, porém, não depende só do imposto. A Toexceed alerta que a cotação usada pelo banco não costuma ser a mesma que aparece numa busca na internet. O emissor aplica a própria taxa de conversão e, em alguns casos, um spread, que é a margem sobre a cotação. A forma como o IOF aparece na fatura também varia de banco para banco: às vezes vem separado, às vezes não.
As fontes consultadas não detalham a cobrança sobre saques em caixas eletrônicos no Uruguai. Quem pretende sacar dinheiro lá deve perguntar ao próprio banco quais são as tarifas e qual imposto incide.
O que isso significa para quem quer viajar
Quem planeja ir à decisão no Centenário, de ônibus, avião ou carro, deve colocar o IOF na planilha da viagem junto com hospedagem, alimentação e transporte. Algumas dicas práticas:
- some 3,5% a tudo que pretende gastar com cartão ou comprar em moeda estrangeira;
- compare a cotação e o spread do seu banco antes de escolher o meio de pagamento, porque é aí que os custos mudam;
- consulte o seu banco sobre saques e tarifas no exterior;
- confira se a alíquota mudou antes de embarcar, já que o IOF pode ser alterado por decreto.
A Caravana do Verdão é uma demonstração independente. O portal não tem ligação com o clube, com bancos ou com operadoras de câmbio e não vende pacotes nem serviços financeiros.
A unificação em 3,5% simplificou a conta do turista brasileiro: o imposto é o mesmo em todos esses meios de pagamento. Para o palmeirense que vai a Montevideo, o que mais pesa na escolha passou a ser a cotação oferecida por cada banco.