Compras no Uruguai: quanto o torcedor traz sem imposto após a final
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Quem volta da final por terra pode trazer até US$ 500 em compras sem imposto. De avião, a cota é de US$ 1.000. Acima disso, a Receita cobra 50%.
Quem for a Montevidéu para a final da Libertadores e quiser trazer compras precisa conhecer a cota de isenção da Receita Federal. Segundo o Guia do Viajante do órgão, quem volta ao Brasil por terra, de ônibus ou de carro, pode trazer até US$ 500 em bens sem pagar imposto. Quem volta de avião tem cota de US$ 1.000. Passando desse valor, o viajante precisa declarar os bens e pagar imposto sobre o que exceder.
As regras estão nas páginas de entrada no Brasil do Guia do Viajante. A página sobre cotas e free shop foi atualizada em 27 de janeiro de 2026. A página sobre bens a declarar foi atualizada em 14 de agosto de 2026.
Qual é a cota de isenção para quem volta de ônibus ou de carro?
De acordo com a Receita Federal, quem chega por via terrestre, fluvial ou lacustre tem cota de US$ 500 por pessoa. Quem chega por via aérea ou marítima tem cota de US$ 1.000. A cota vale apenas para bens que não são de uso pessoal. Livros, folhetos, periódicos e bens de uso pessoal não entram nessa conta.
Alguns pontos que o torcedor precisa saber:
- A cota é individual e intransferível. Não dá para somar a cota de outra pessoa, nem dentro da mesma família.
- A cota é concedida a cada intervalo de 30 dias, contado a partir da chegada da última viagem internacional.
- As compras feitas no exterior e no free shop na saída do Brasil podem ser descontadas dessa mesma cota.
E o free shop, tem cota separada?
Tem, mas depende de onde fica a loja. Segundo a Receita, o free shop de chegada em aeroporto dá uma cota adicional de US$ 1.000 no primeiro aeroporto de desembarque no Brasil. As lojas francas de fronteira terrestre, instaladas em cidades gêmeas, dão uma cota adicional de US$ 500 a cada 30 dias.
O free shop de chegada também tem limites de quantidade. Pela regra da Receita, são 12 litros de bebidas alcoólicas na fronteira terrestre e 24 unidades em porto ou aeroporto, com no máximo 12 de cada tipo. O limite é de 20 maços de cigarros, 25 charutos ou cigarrilhas e 250 gramas de fumo.
Quais são os limites de quantidade na bagagem?
Mesmo dentro da cota em dinheiro, há limites de quantidade. Para a bagagem, por qualquer via, a Receita fixa:
- 12 litros de bebidas alcoólicas;
- 10 maços de cigarros estrangeiros, de 20 unidades cada;
- 25 unidades de charutos ou cigarrilhas;
- 250 gramas de fumo.
A página também limita o número de unidades de outros bens, incluindo itens iguais. Se esses limites forem ultrapassados sem finalidade comercial, os bens continuam sendo bagagem, mas, segundo a Receita, "não haverá isenção dos tributos". Bens com destinação comercial não são considerados bagagem.
Menores de 18 anos não podem comprar bebidas alcoólicas nem produtos de tabacaria no free shop, mesmo acompanhados. Esses produtos também não podem fazer parte da bagagem de crianças e adolescentes.
O que acontece se o torcedor passar da cota?
O viajante precisa preencher a Declaração Eletrônica de Bens de Viajantes (e-DBV) e escolher o canal "Bens a Declarar". Onde não houver esse canal, deve procurar a fiscalização aduaneira antes de qualquer procedimento de fiscalização. A Receita aplica 50% de imposto de importação sobre o que exceder a cota. O próprio sistema faz o cálculo, usando o câmbio do dia em que a declaração é transmitida.
O pagamento é feito por DARF, com boleto ou Pix. Quem for dispensado de se apresentar à fiscalização pode pagar em até 30 dias. Caso contrário, os bens ficam retidos até o pagamento ser comprovado.
Escolher "Nada a Declarar" levando bens que deveriam ser declarados é tratado como declaração falsa. Nesse caso, segundo a Receita, a multa é de "50% do valor excedente ao limite de isenção para a via de transporte utilizada".
O que isso significa para quem quer viajar
Para quem vai de ônibus ou de carro, a conta é mais apertada: são US$ 500 por pessoa, metade da cota de quem vai de avião. Antes de comprar camisas, bebidas ou eletrônicos em Montevidéu, vale somar os gastos e guardar as notas fiscais. A Receita informa que bens novos devem vir com comprovante de compra ou justificativa. Sem isso, o viajante pode passar por um procedimento especial na fiscalização. O Caravana do Verdão é um projeto independente, sem vínculo com o clube ou com empresas de transporte. Por isso, as regras devem ser conferidas sempre no site oficial da Receita Federal antes da viagem.
A final entre Palmeiras e Estudiantes está marcada para 28 de novembro, no Estádio Centenário. As regras de bagagem valem para a volta ao Brasil, qualquer que seja o meio de transporte.