Aduana do Uruguai: quanto o torcedor leva sem imposto na chegada à final
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Quem entra no Uruguai de avião ou barco tem franquia de US$ 500 em bens. Por terra, o limite é de US$ 300. O que passar disso paga 50%, segundo a Aduana uruguaia.
Quem vai para a final da Libertadores, marcada para 28 de novembro no Estádio Centenário, também passa pela alfândega uruguaia ao chegar. Segundo a Dirección Nacional de Aduanas do Uruguai, o turista que entra pelo aeroporto ou pelo porto tem franquia de até US$ 500 em bens. Quem chega por fronteira terrestre, de carro ou de ônibus, tem limite de US$ 300.
As regras estão na página oficial do governo uruguaio sobre a franquia de bagagem do viajante, atualizada em 26 de junho de 2026. Elas valem para todo turista, inclusive o palmeirense que vai a Montevidéu para a decisão contra o Estudiantes.
O que a Aduana uruguaia considera bagagem?
Para a Aduana, bagagem são os bens novos ou usados que o viajante leva para uso pessoal ou para dar de presente. A condição é que a quantidade, o tipo ou a variedade não indiquem finalidade comercial ou industrial. Bens com cara de revenda não entram como bagagem.
O órgão separa dois tipos:
- Bagagem acompanhada: a que o viajante leva consigo, no mesmo meio de transporte em que viaja.
- Bagagem não acompanhada: a que chega ou sai antes ou depois do viajante, ou junto com ele, mas despachada como carga.
A franquia é individual e intransferível. Não dá para somar o limite de um amigo para passar com mais mercadoria.
Quanto o torcedor pode levar sem pagar imposto?
O valor depende de como o torcedor entra no país. Segundo a página oficial da Aduana:
- Via aérea ou marítima: até US$ 500, venha o viajante do Mercosul ou de qualquer outro país.
- Fronteira terrestre: até US$ 300.
- Menores de 18 anos que retornam ao país têm direito a 50% da franquia correspondente.
- Compras nas lojas francas de chegada (Tiendas Libres): franquia adicional de US$ 850, prevista no Decreto 376/022.
O Montevideo Portal, em reportagem sobre um comunicado da Aduana, explica que esses valores seguem o Decreto 49/019 e uma decisão do Mercosul. A decisão prevê US$ 500 para entradas por ar ou mar e permite que os países fixem, por terra, uma franquia de pelo menos US$ 300.
Há ainda uma regra de frequência: a franquia não pode ser usada mais de uma vez por mês. Bebidas destiladas acima de 6 litros e mais de 4 pacotes de cigarros de origem fora do Mercosul também ficam sem isenção.
O que acontece se passar do limite?
O que exceder a franquia paga um tributo único de 50% sobre o valor dos bens. A Aduana usa o valor de compra comprovado por nota fiscal. Sem nota, vale o valor fixado pelo próprio órgão.
O pagamento é feito só em pesos uruguaios. No Aeroporto de Carrasco, a Aduana aceita cartão Visa de débito ou American Express de crédito. Em dinheiro, ou nas outras fronteiras, o pagamento é feito na administração da Aduana do ponto de entrada.
Itens sujeitos a controles específicos só são liberados com aval do órgão responsável. A página cita como exemplos os ministérios da agricultura (MGAP), da defesa (MDN) e da saúde (MSP).
Como declarar na chegada?
Quem tem algo a declarar preenche a Declaração Juramentada de Bagagem Acompanhada, disponível no salão de desembarque. Depois, apresenta o formulário ao fiscal da Aduana junto com os bens. Quem entra pelas fronteiras de Salto, Fray Bentos ou Paysandú também precisa preencher as declarações de tráfego fronteiriço e de franquia de turista. Menores de idade devem ser apresentados pelo responsável legal ou por pessoa autorizada.
Dúvidas podem ser enviadas por e-mail à Aduana. Segundo o órgão, o formulário online do site serve apenas para consultas, não para fazer o trâmite.
O que isso significa para quem quer viajar
Para a maioria dos torcedores, que leva roupa, camisa do time e itens do dia a dia, a franquia não deve ser problema. O cuidado maior fica com quem planeja levar presentes, eletrônicos novos ou bebidas, principalmente quem vai por terra, onde o limite é menor. Guardar as notas fiscais ajuda a comprovar o valor se houver fiscalização.
O Caravana do Verdão é uma iniciativa independente. Não organiza viagens nem vende vagas. Para regras atualizadas, a referência é sempre a Aduana uruguaia.
Vale lembrar que essa franquia é a da entrada no Uruguai. Na volta ao Brasil, quem decide o que paga imposto é a Receita Federal, com cota e regras próprias.